2 de fevereiro de 2010

Para explicar um chato

- Há imagens que valem mais do que mil palavras...

O segredo do keyboard cat

Muitas pessoas se perguntam como fazer sucesso na web. Pois bem, não existe uma resposta objetiva, mas acreditamos que não é preciso absolutamente nada especial ou extravagante. Somente o básico: Teclados duplos, uma bateria eletrônica, um feto de tubarão e... um gato morto.

Véia boa

- Fala Sonia.

1 de fevereiro de 2010

Irresistível

Se o Kibeloco pode, eu também posso. Visto no morto e ressussitado obama on drugs. Bju, me liga!

Carne de segunda


A moça teve dupla pneumonia e cistite, mas resolveu contrariar ordens médicas e apareceu no desfile técnico da Porto da Pedra. Graça pela graça... Valesca Popozuda abre os festejos de carnaval e, hoje, é a Carne de Segunda no Luana Só Caminha.

30 de janeiro de 2010

Sábado animado

Ah, l’Amour, é o título da animação produzida em 1995. Bagaceirinha, mas com destino e recado reto para uma de nossas leitoras. Vai ver se estou ali na esquina, sua interesseira.

28 de janeiro de 2010

Poesia de quinta


A Flor e a Náusea, Carlos Drummond de Andrade

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cizenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.

Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam pra casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.