31 de dezembro de 2009

Poesia de quinta

Para ler ouvindo: Bom futuro, Nei Lisboa

Leva linha pra pescar
O pandeiro pra bater
E o tempo pra passar sem perceber
Leva um livro pra reler
Uma história pra contar
E o mais a gente inventa se faltar
Depois de ver o sol nascer

Leva dias de calor
O boné e o protetor
E a rede pra esperar o sol se pôr
Óleo, açucar, sal, café
O prazer de descansar
E o resto a gente vê quando chegar
Depois de mergulhar no mar

De tudo que existir
Só peço a deus não deixe nos faltar
Saúde pra ter, pra dar e vender

Leva noites de se amar
Leva nuvens pra esconder
E a lua pra surgir na hora H
Leva um mapa pra esquecer
Onde a estrada terminar
Depois a gente vê se vai voltar
Quem sabe o que o amanhã dirá

De tudo que existir
Só peço a deus não deixe nos faltar
Saúde pra ter, pra dar e vender
De tudo que existir
Tomara deus nos lembre de guardar
Saúde pra ter, pra dar e vender

- Feliz 2010!

30 de dezembro de 2009

Rock'n roll na veia

O nome dela é Rox. Profecias apontam para uma explosão em 2010. A nova Amy Wino. Corre na boca pequena que um CD já está no forno e promete.

28 de dezembro de 2009

Carne de segunda

Sex in the city
Onde? Passeando pela 5th Avenue, tranquilamente, numa tarde desse final de ano.

27 de dezembro de 2009

Como as garotas são


O curta mostra a saga do jovem Mathias que, aos oito anos, precisa resolver dois problemas: escrever uma redação e, de quebra, entender as mulheres.

26 de dezembro de 2009

Sábado animado

Reach, do australiano Randall Lucas conta a estória de um pequeno robô a quem é dado o dom da vida. Ele tem apenas uma pequena limitação, o comprimento de seu cabo de energia.

25 de dezembro de 2009

24 de dezembro de 2009

Poesia de quinta

Trecho de Morte e vida Severina, João Cabral de Melo Neto

Minha pobreza tal é
Que não trago presente grande:
Trago para a mãe caranguejos
Pescados por esses mangues;
Mamando leite de lama
Conservará nosso sangue.

Minha pobreza tal é
Que coisa não posso ofertar:
Somente o leite que tenho
Para meu filho amamentar;
Aqui são todos irmãos,
De leite, de lama, de ar.

Minha pobreza tal é
Que não tenho presente melhor:
Trago papel de jornal
Para lhe servir de cobertor;
Cobrindo-se assim de letras
Vai um dia ser doutor.


We wish you a merry christmas!